Profissão
professor. Quais as tendências para o futuro da profissão?
Mais um quinze de outubro
se aproxima e como é comum nesta data, aparecessem discussões sobre o que é ser
professor, a valorização da profissão e, claro, o futuro da mesma.
Quando decidi ser
professora, lembro que um tema comum aos debates acadêmicos, era a valorização
da profissão e como esta estava ligada a questão salarial. A conclusão de todos
era a mesma: o professor não é valorizado, e um reflexo disso é o salário. Hoje,
com uma visão de quem está dentro do universo escolar, percebo que o salário,
entre os sintomas da desvalorização, é um dos menores problemas: falta de um
plano de carreira, pouco tempo para o estudo e especializações, o desrespeito
de alguns pais e alunos, os excessos de cobranças para índices de aprovação
estão entre os sintomas mais graves a serem combatidos. Olhando apenas por esse
ponto de vista, a impressão é que a profissão passa apenas por um processo de
desvalorização e alguns até mesmo falam que no futuro não haverá mais a
necessidade de professores. É mesmo assim?
Os bancos acadêmicos
dos cursos de licenciatura, procurados inclusive por bacharéis, mostram que não
é bem assim. Os incentivos do governo para educação tornou, nos últimos anos, o
professor o centro dos acontecimentos. A sociedade, a sua maneira, reconhece o valor do professor e, em algumas comunidades escolares, procura
interagir com o professor para criar uma escola mais forte. E por mais que a
tecnologia avance, ela não será capaz de substituir o olhar humano e usas nuances
neste caso representeado pelo professor.
O que então o educador
deve esperar do futuro? Como planejar-se para este?
Mais
que professor, educador.
Um papel importante que o professor deve
seguir é entender que hoje ele deve assumir o papel de educador. É claro que
pais não devem delegar ao professor essa função, mas é fato que hoje o
professor faz mais que ensinar conteúdos, ele participa do processo de educar a
criança, o jovem para sociedade (Davies, Marques & Silva, 1997; Marques, 2002; Oliveira & cols.,
2002).
Para isso, é necessário reservar tempo para debates sobre questões que façam
parte da vida dos alunos, não encarando essas perdas de tempo, antes como sendo
parte do conteúdo.
Educador
do futuro
Ser informado e
especializado são exigências mínimas para o professor do futuro (futuro muito
próximo). O profissional da educação de hoje precisa entender que ser ligado à
tecnologia, internet, e novas tendências pedagógicas. Além disso, o professor
precisa ser polivalente, pois num mundo globalizado, onde os estudantes têm
acesso a todo tipo de informação, não há mais espaço para professores que se
limitam a ensinar apenas os conteúdos da sua disciplina sem considerar como
este conhecimento está aligado a outras matérias e sofre influências das
mesmas. O professor que hoje trabalha
procurando essas qualificações com certeza está num processo avançado de
adaptação para ser um melhor profissional do futuro.
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