sábado, 13 de outubro de 2012

Profissão professor. Quais as tendências para o futuro da profissão?



Profissão professor. Quais as tendências para o futuro da profissão?

Mais um quinze de outubro se aproxima e como é comum nesta data, aparecessem discussões sobre o que é ser professor, a valorização da profissão e, claro, o futuro da mesma.
Quando decidi ser professora, lembro que um tema comum aos debates acadêmicos, era a valorização da profissão e como esta estava ligada a questão salarial. A conclusão de todos era a mesma: o professor não é valorizado, e um reflexo disso é o salário. Hoje, com uma visão de quem está dentro do universo escolar, percebo que o salário, entre os sintomas da desvalorização, é um dos menores problemas: falta de um plano de carreira, pouco tempo para o estudo e especializações, o desrespeito de alguns pais e alunos, os excessos de cobranças para índices de aprovação estão entre os sintomas mais graves a serem combatidos. Olhando apenas por esse ponto de vista, a impressão é que a profissão passa apenas por um processo de desvalorização e alguns até mesmo falam que no futuro não haverá mais a necessidade de professores. É mesmo assim?
Os bancos acadêmicos dos cursos de licenciatura, procurados inclusive por bacharéis, mostram que não é bem assim. Os incentivos do governo para educação tornou, nos últimos anos, o professor o centro dos acontecimentos. A sociedade, a sua maneira,  reconhece o valor do professor  e, em algumas comunidades escolares, procura interagir com o professor para criar uma escola mais forte. E por mais que a tecnologia avance, ela não será capaz de substituir o olhar humano e usas nuances neste caso representeado pelo professor.
O que então o educador deve esperar do futuro? Como planejar-se para este?

Mais que professor, educador.
 Um papel importante que o professor deve seguir é entender que hoje ele deve assumir o papel de educador. É claro que pais não devem delegar ao professor essa função, mas é fato que hoje o professor faz mais que ensinar conteúdos, ele participa do processo de educar a criança, o jovem para sociedade (Davies, Marques & Silva, 1997; Marques, 2002; Oliveira & cols., 2002). Para isso, é necessário reservar tempo para debates sobre questões que façam parte da vida dos alunos, não encarando essas perdas de tempo, antes como sendo parte do conteúdo. 

 Educador do futuro
Ser informado e especializado são exigências mínimas para o professor do futuro (futuro muito próximo). O profissional da educação de hoje precisa entender que ser ligado à tecnologia, internet, e novas tendências pedagógicas. Além disso, o professor precisa ser polivalente, pois num mundo globalizado, onde os estudantes têm acesso a todo tipo de informação, não há mais espaço para professores que se limitam a ensinar apenas os conteúdos da sua disciplina sem considerar como este conhecimento está aligado a outras matérias e sofre influências das mesmas.  O professor que hoje trabalha procurando essas qualificações com certeza está num processo avançado de adaptação para ser um melhor profissional do futuro.


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